Por Paulo Brito (Diretor de Empreendedorismo da Unesp de Ilha Solteira). O evento reuniu estudantes, pesquisadores e poder público para fortalecer a conexão entre o conhecimento acadêmico e o mercado de inovação. No último sábado, […]
Por Paulo Brito (Diretor de Empreendedorismo da Unesp de Ilha Solteira).
O evento reuniu estudantes, pesquisadores e poder público para fortalecer a conexão entre o conhecimento acadêmico e o mercado de inovação.
No último sábado, dia 21 de março, a Faculdade de Engenharia Unesp Câmpus de Ilha Solteira (Unesp Feis) consolidou sua posição como protagonista na articulação tecnológica regional ao sediar o Startup Day 2026. O evento, promovido pelo Sebrae for Startups com apoio do Centro de Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo “Prof. Dr. Ricardo Alan Verdú Ramos” (CITE-FEIS), transformou a unidade em um hub de conexões voltado ao fortalecimento do empreendedorismo local.
O Startup Day integra um movimento nacional de descentralização da inovação, unindo startups e agentes do ecossistema para troca de experiências e geração de novas oportunidades de negócios.
A edição deste ano destacou-se pela alta capilaridade educacional. Além da comunidade acadêmica da UNESP, o evento contou com a participação de alunos e professores da ETEC, IFSP e FATEC, integrando os níveis de ensino técnico, tecnológico e superior.
A solenidade reuniu autoridades como o vice-prefeito Dr. Miguel Rocha, o secretário de governo Marquinho de Paula, o vereador Murilo Lima, e o analista de negócios do Sebrae Araçatuba, Wendel Rocha. A presença de lideranças políticas e acadêmicas reforçou a necessidade de uma “tríplice hélice” operante no município.
Durante o painel “Territórios Inovadores: Ecossistemas em Evolução”, o representante do Sebrae for Startups, Eduardo Gomide, trouxe uma análise otimista sobre o atual estágio de Ilha Solteira. Segundo ele, a cidade já possui os pilares necessários para o crescimento sustentável:
“Quando a gente olha o contexto, a gente já vê lei de inovação, projetos estruturados, instituições conectadas e alunos engajados. Isso mostra que Ilha Solteira já tem um ecossistema e está em movimento. O que falta agora é coordenação e recorrência”.
Gomide enfatizou ainda que o foco deve estar no capital humano e na frequência dessas interações. “Mais importante do que procurar startups é reunir as pessoas, criar uma comunidade ativa e gerar conexões recorrentes. É isso que faz o ecossistema funcionar”.
A programação também serviu de vitrine para iniciativas vitais de suporte ao empreendedor, como o programa de incubação do CITE-FEIS, o CapLab (focado em captação de recursos) e o lançamento do Admira Town 2026, festival que une tecnologia e cultura.
O Prof. Douglas Bueno (UNESP) destacou que a inovação exige coragem estratégica, lembrando que a janela de oportunidade muitas vezes exige lançar produtos mesmo com imperfeições para realizar ajustes em uso. Já o Prof. Evanivaldo Junior (FATEC) reforçou que a sinergia entre universidade, empresas e governo é o elemento que falta para transformar o potencial em resultados concretos.
Para a diretoria da FEIS e representantes do CITE-FEIS, o evento marca uma transição importante: a saída de um modelo acadêmico tradicional para um ecossistema integrado e orientado a resultados. Como afirmou Paulo Brito (CITE-FEIS), o hub de inovação será o diferencial para que as pesquisas geradas nos laboratórios se transformem em soluções reais e gerem impacto econômico baseado em conhecimento.